A Prefeitura de Imbaú, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu início nesta segunda-feira (20) a uma importante estratégia no enfrentamento à dengue: a implantação do sistema de monitoramento por ovitrampas.
A ação é conduzida pelas equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e da Vigilância Sanitária, que iniciaram a instalação dos dispositivos em residências de áreas consideradas estratégicas dentro do município.
O que são ovitrampas e como funcionam?
As ovitrampas são armadilhas específicas para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. Elas simulam um criadouro ideal para a fêmea do mosquito depositar seus ovos. Semanalmente, os agentes recolhem esses recipientes para contagem e análise dos ovos capturados.
“Este sistema é uma evolução no nosso trabalho de vigilância”, explica Silvania da Vigilância Sanitária. “Ele nos fornece um mapa preciso e em tempo real dos locais com maior atividade de postura do mosquito. Com essa informação, podemos direcionar nossas ações de bloqueio, como a aplicação de larvicidas e as campanhas de orientação, com muito mais eficiência, focando exatamente onde o risco é maior.”
A colaboração da população é fundamental
O sucesso desta iniciativa depende diretamente da parceria com a comunidade. A Secretaria de Saúde solicita à população que receba os agentes de saúde, identificados com crachás e uniformes, e autorize a instalação da ovitrampa em sua residência, em local determinado pelo profissional.
“Cada casa que abre as portas para esse projeto está fortalecendo a rede de proteção de todo o bairro e da cidade. É um ato coletivo de cuidado”, reforçam as ACEs.
A implantação das ovitrampas faz parte de um conjunto de medidas permanentes de prevenção e controle da dengue no município, que também incluem vistorias rotineiras, mutirões de limpeza e campanhas educativas.